No próximo sábado, o cantor Luan Santana retorna ao Espírito Santo para uma apresentação única em Guarapari. Em entrevista à A Tribuna, ele refletiu sobre seus planos e sua carreira. Confira a entrevista completa:

Você não está para brincadeira quando o assunto é show e prova isso com mais um projeto: “Registro Histórico”. Quando tira um projeto do papel a ideia é que ele entre para a história?

Quando tiro um projeto do papel, eu penso, sim, em algo que fique marcado. “Registro Histórico” nasce dessa vontade de eternizar momentos. Não é uma competição comigo mesmo, mas existe um desafio natural de sempre entregar algo maior, mais emocionante e mais verdadeiro do que o anterior. O amor do meu público supera todas as expectativas. E o meu trabalho segue para retribuir este sentimento, que é recíproco.

Fazer sucesso no streaming e também na venda de ingressos é para poucos. Como é ser um artista que vai bem no digital e ainda consegue lotar um estádio inteiro em apenas 4 horas?

É algo que me deixa muito orgulhoso e, acima de tudo, grato a Deus. Mostra que existe uma conexão real com o público. As pessoas não só escutam, mas fazem questão de estar presentes, de viver o show ao vivo. Isso não tem preço.

Reduziu sua agenda em 2025. Para 2026, a ideia é desacelerar ainda mais?

Em 2025, eu dei uma desacelerada para estar mais perto da família, curtir cada momento da minha filha, e ter mais tempo para preparar novidades para os meus fãs. Para 2026, a ideia é buscar ainda mais equilíbrio. Amo o que faço, mas preciso entender melhor as prioridades e viver tudo com mais presença e profundidade.

O que espera de 2026? Mais filhos?

Espero saúde, tranquilidade e tempo de qualidade. Sobre mais filhos, isso é algo que a gente deixa fluir. A vida vai mostrando o momento certo das coisas.

Qual o impacto que a chegada de sua filha Serena teve em sua vida?

A Serena mudou minha forma de ver o mundo, o tempo e o futuro. Me trouxe uma plenitude de vida. Como artista, me trouxe ainda mais sensibilidade. Como pessoa, me transformou completamente. A chegada da Serena mudou tudo, principalmente na minha relação com a Jade, minha mulher. Trouxe uma força enorme para a nossa relação. É como se estivesse consolidada ainda mais, no sentido de estabilidade em tudo que a gente constrói juntos. Quando estamos os três juntos, é uma abordagem única de olhar, falar e cuidar… É um cansaço que não se explica, se vive.

Como tem sido a versão pai de Luan Santana?

Ser pai é o meu maior aprendizado. Tento ser presente, atento e amoroso. É um amor que não cabe em palavras.

Um ano após o nascimento de Serena, você continua sem revelar o rostinho dela. Até quando pretende preservá-la da exposição?

Não sei até quando vai ser assim, mas enquanto eu puder preservar esse espaço, eu vou. A escolha por uma vida mais longe dos holofotes veio muito junto com a paternidade. É cuidar do que hoje é mais precioso para mim. Então, essa foi uma escolha muito pensada.

Desde o início, a gente quis proteger a Serena do que vem junto com a exposição: não só o carinho, que é enorme e a gente agradece, mas também o lado difícil, que muita gente nem imagina. A infância é um tempo sagrado, sabe? É o momento dela viver sem pressa, sem pressão.

“Claro que, se um dia ela quiser, vai ter liberdade para aparecer. Mas, por enquanto, nosso papel como pais é proteger.”

Nossa decisão remete a uma poesia do Fernando Pessoa: “Temos todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada”. Sendo assim, vamos viver, e que nossa filha decida sobre a sua vida pensada.

Para finalizar, ele ainda comentou sobre seu retorno ao estado: “Toda vez que subo no palco, encaro como um momento único. Gosto de pensar que aquele show vai ficar marcado na memória de quem está ali. Em Guarapari, a ideia é exatamente essa: viver algo intenso e inesquecível com o público. Todo encontro com os meus fãs é um registro que marca a minha história.”

Post arquivado em Notícias
Publicado por newsls